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Fotos 360 graus do CEPEL

4 Comments | This entry was posted on Oct 25 2009

laboratório CEPEL em Adrianopolis, distrito de Nova Iguacu, Rio de Janeiro

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FOTOS 360 GRAUS DO CEPEL

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Os laboratórios do CEPEL, localizados em Adrianópolis, distrito de Nova iguaçú, estado do Rio de Janeiro.

O Centro de Pesquisa de Energia Elétrica foi criado em 1974 como uma sociedade sem fins lucrativos, ligado ao sistema Eletrobrás e vinculado ao Ministério de Minas e Energia, para atender às mudanças do setor elétrico nacional e desenvolver uma infra-estrutura científica e de pesquisa no Brasil. Maior centro de tecnologia da América Latina, o CEPEL constitui-se num centro de excelência do setor elétrico brasileiro.

Os sócios fundadores – ELETROBRÁS e suas controladas CHESF, ELETRONORTE, ELETROSUL e FURNAS- contribuem com os recursos para sua manutenção e com a orientação para a atuação do Centro de Pesquisas.

Com uma estrutura organizacional independente, o CEPEL está habilitado para os desafios do setor elétrico onde a pesquisa e o serviço tecnológico devem dar resposta às restrições de eficiência, de impacto ambiental, de peculiaridade e desigualdade do país.

A HISTÓRIA DO CEPEL

O surgimento de atividades de pesquisa tecnológica do setor de energia elétrica ocorreu de forma tardia no Brasil quando comparado com a maioria dos países desenvolvidos.

Fundada em 1879 por Thomas Edison, a Edison Electric Ligth Company tinha como finalidade obter fundos para a pesquisa em iluminação elétrica. Um ano depois de ter concebido a lâmpada incandescente, o sistema de distribuição, cabos isolados, proteção etc., Edison solicitou as patentes dos seus inventos para a sua primeira central de geração e distribuição de energia elétrica, localizada em Nova Iorque.

A essa época, configuram-se os dois principais ramos da indústria de eletricidade – o produtor de equipamentos elétricos e o produtor de energia elétrica – que permaneceram ligados durante algum tempo. Dessa forma, foram sendo criados e desenvolvidos os equipamentos para a geração, transmissão e distribuição de energia elétrica.

No Brasil até 1974, quando foi criado o Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (CEPEL), por iniciativa do Ministério de Minas e Energia (MME) e de empresas do setor de energia elétrica, a pesquisa restringia-se a trabalhos realizados por institutos eletrotécnicos ligados a universidades, como o de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Itajubá (MG), e por departamentos de estudos e pequenos laboratórios de algumas concessionárias de energia elétrica. Neste caso, o objetivo principal era solucionar problemas de manutenção de equipamentos e de instrumentos de medição.

O desenvolvimento do setor, na sua fase inicial, centrou-se na instalação de sistemas locais de pequeno porte e em alguns empreendimentos de maior vulto, promovidos por grupos estrangeiros, que utilizavam equipamentos importados, e a tecnologia desenvolvida em seus países de origem.

A busca por maior autonomia tecnológica no que se refere ao setor de energia elétrica só ocorreu a partir do final da década de 1960, coincidindo com a recuperação econômica que sucedeu à crise do modelo de desenvolvimento substitutivo de importações, verificada nos primeiros anos dessa década.

A notável ampliação da capacidade instalada de energia elétrica requeria um tipo de tecnologia que, em certos casos, se encontrava em estágio ainda experimental nos países industrializados. O aproveitamento de fontes energéticas localizadas em regiões cada vez mais distantes das áreas de consumo, a complexidade da operação e do controle de redes de transmissão de energia elétrica – que experimentavam um processo crescente de interligação – e a necessidade de transmitir e distribuir grandes blocos de energia em zonas de elevada concentração urbana ou industrial provocaram um interesse maior, tanto das concessionárias quanto dos fabricantes de equipamentos na procura de alternativas tecnológicas próprias.

O I Plano Nacional de Desenvolvimento (I PND), que traçava as diretrizes do governo Médici para o período de 1972 a 1974, deu prosseguimento à política de ciência e tecnologia explicitada no PED (Programa Estratégico de Desenvolvimento, elaborado no governo Costa e Silva, para o período de 1968 a 1970). Quanto a esse aspecto, ambos tinham em vista reduzir a dependência tecnológica do país, por meio da adaptação da tecnologia importada e da criação de know-how próprio.

A criação do CEPEL, situou-se, portanto, na confluência de duas perspectivas governamentais: de um lado, tentar diminuir a carga exercida pelo pagamento de royalties e patentes no balanço de pagamentos e, de outro, dotar as empresas de energia elétrica de um centro de pesquisas tecnológicas, tendo em vista as suas crescentes necessidades nesse aspecto. A expansão da capacidade geração de energia elétrica baseou-se na construção de hidrelétricas de grande porte. Seguindo esta política foi constituída a Itaipu Binacional, que colocaria mais em evidência um dos grandes desafios tecnológicos a serem enfrentados pelo setor: a transmissão de grandes blocos de energia a longas distâncias.

No final da década de 1970 e início da seguinte configurou-se no país um quadro de recessão econômica, que afetou o setor energético e conseqüentemente o Centro de Pesquisas com a redução dos investimentos das empresas estatais entre 1980 e 1984, e o custo do endividamento tornando o setor responsável por parcela significativa da dívida externa do país.

A Nova República procurou conferir uma dimensão maior a área de ciência e tecnologia, criando, em março de 1985, um ministério destinado especificamente a elaborar a política científica etec nológica do país – Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

O novo ministério elaborou o I Plano de Ciência e Tecnologia, cujas metas eram reintegrar a universidade brasileira às discussões acerca dos grandes problemas nacionais e recuperar e atualizar a capacidade dos laboratórios científicos para estimular a demanda de tecnologia nacional.

O desenvolvimento científico e tecnológico específico do setor de energia elétrica continuou orientado pelas diretrizes do Plano Nacional de Energia Elétrica – preparado pela Eletrobrás para o Ministério de Minas e Energia.

Em 1971, o Ministério de Minas e Energia expediu exposições de motivos que visavam a tornar viável a pesquisa tecnológica. Através da criação de um conjunto de centros de pesquisa e uma aplicação anual de 0.5% do capital social de cada empresa em programas de desenvolvimento tecnológico.

Na assembléia geral extraordinária da Eletrobrás, realizada em dezembro de 1971, foi instituído o Fundo de Desenvolvimento Tecnológico (FDT). A criação do fundo representou a efetivação, para o setor de energia elétrica, das medidas preconizadas pelo MME e permitiu o desenvolvimento de um centro de pesquisas de energia elétrica.

A localização do centro de pesquisas foi acertada em abril de 1972. Após entendimentos com a Universidade Federal do Rio de Janeiro, o ministro Dias Leite informou à Eletrobrás que o centro seria instalado no campus da UFRJ, na Ilha do Fundão. Aí já funcionava o Instituto de Engenharia Nuclear (IEN), da CNEN, e estava sendo construído o prédio do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo A. Miguez (CENPES), da Petrobrás.

A Eletrobrás delegou a Furnas as atribuições atinentes a elaboração do projeto do centro de pesquisas. Furnas entrou em contato com o Institut de Recherche de l’Hydro-Quebec. A instituição canadense era uma das mais avançadas no mundo do campo de pesquisa em eletricidade e havia desempenhado papel fundamental na experiência pioneira da Hydro-Quebec em transmissão em 750 kV.

Com base em anteprojeto do Ireq, o centro deveria dispor de dois grupos de instalações: o Laboratório de Sistemas Elétricos (LSE) e o Laboratório de Equipamentos Elétricos (LEE). O Laboratório de Sistemas Elétricos abrigaria a sede administrativa e os laboratórios de materiais, de eletrônica e as oficinas e os grupos de trabalhos analíticos, como o departamento de sistemas, incluindo computadores e simuladores.

O Laboratório de Equipamentos Elétricos (LEE) destinava-se às instalações para pesquisas e ensaios em equipamentos e materiais submetidos a tensões extra-elevadas e a curtos-circuitos envolvendo grandes potências. Devido a isto, deveria ser instalado perto da subestação de Furnas, situada em Adrianópolis, no município de Nova Iguaçu (RJ).

Em 28 de dezembro de 1973, em cerimônia realizada na usina de Piabanha, no município de Três Rios (RJ), o estatuto do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica foi aprovado pelos sócio-membros-fundadores: a Eletrobrás e suas controladas, Furnas Centrais Elétricas S.A., Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), Centrais Elétricas do Norte do Brasil S.A. (Eletronorte) e Centrais Elétricas do Sul do Brasil S.A. (Eletrosul).

De acordo com o estatuto publicado no Diário Oficial de 21 de janeiro de 1974, o objetivo do Cepel seria “promover uma infra-estrutura científica e de pesquisa, visando ao desenvolvimento, no país, de avançada tecnologia no campo de equipamentos e sistemas elétricos.”

Paralelamente à construção da sede administrativa e dos laboratórios do CEPEL, sua administração ocupou temporariamente o antigo prédio do alojamento universitário da UFRJ e atualmente ocupado pela COPPEAD, situado na Ilha do Fundão. Em 27 de maio de 1975, o CEPEL começou a operar nas instalações provisórias na Ilha do Fundão.

Texto adaptado do website do CEPEL e do Livro História do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – CEPEL publicado pelo Centro da Memória da Eletricidade no Brasil.

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